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Sábado, 25 de Maio de 2013

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Suplicy pede campanha transparente

 

Uma campanha baseada na transparência em relação às doações financeiras. Esta é a principal sugestão do senador Eduardo Suplicy (PT) ao candidato à Prefeitura de Mogi das Cruzes pelo partido, o advogado Marco Soares, na disputa eleitoral deste ano. A medida deve ser adotada por boa parte dos integrantes da agremiação no País para evitar que casos como o “Mensalão”, que começa a ser julgado nest quinta-feira (2) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), se repitam.

 

O parlamentar visitou a Cidade na manhã desta terça-feira (31), a convite de Soares, para ministrar palestra sobre renda básica da cidadania, no auditório da 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro Cívico. Em alguns momentos, o clima chegou a ficar embaraçoso porque Suplicy trocou algumas vezes o sobrenome de Marco e Gilberto Moro, seu vice na disputa, por Moraes e Moura, respectivamente. Os equívocos fizeram alguns militantes do partido, sentados próximos ao palco, corrigirem o petista. O secretário-geral da entidade, Ademir Falque, e o presidente do PT no Município, Clodoaldo Aparecido, também estiveram no evento.

Enquanto explicava sobre seu projeto de renda básica, inspirado nos primeiros projetos de assistência social surgidos nos Países Baixos em meados do século 15, Suplicy fez ligações do conceito de distribuição de renda com a Administração Municipal. “Esta é uma das formas de criar uma sociedade com mais justiça social e igualdade”, disse. A ideia do senador é que cada cidade crie um fundo com valor arrecadado a partir de uma porcentagem dos tributos que seria repassado a todos os munícipes, independentemente da condição social. “Em Mogi me parece que já há uma comunidade que adota este conceito de distribuição de renda no Distrito de Quatinga. Assim, as pessoas recebem uma ajuda de igual valor para complementar as despesas. São cerca de 80 pessoas que vivem neste método que explicamos aqui e que poderia ser iniciado por etapas”, ressaltou o petista.

A palestra, que estava prevista para as 10 horas, começou meia hora depois, o que atrasou a programação e cancelou a passeata pelas ruas do Centro que Soares e Suplicy pretendiam fazer. O parlamentar tinha um compromisso às 14 horas em Itaim Paulista, zona leste da Capital. Mesmo assim, não deixou de passar conselhos ao prefeiturável. “Sugiro que faça algo que fiz na minha última campanha para o Senado (em 2006) de deixar disponível em seu site de campanha os valores de doação. Eu fiz, para conseguir recursos, um jantar cujos convites custavam R$ 100,00. Quem poderia contribuir com mais pagou R$ 500,00. O que não pode é aceitar grandes quantias de poucas empresas, sobretudo daquelas que tenham interesses em licitações”, comentou.

Questionado sobre o “Mensalão” - pagamento para a base aliada do Governo Federal no Congresso votar em prol dos projetos de interesse do Executivo -, cujo processo começa a ser analisado nesta quinta-feira (2) pelos ministros do STF, Suplicy disse que o caso fica como aprendizado ao partido. “Podemos aprender com isso e adotar ideias como essa, da transparência, para evitar futuros problemas”.

Sobre Soares, o senador afirmou estar confiante e acreditar que a questão do indeferimento da candidatura dele e de seu vice, Moro, será resolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Soares não falou com a reportagem após a palestra e, por meio de nota, informou que estuda uma forma de operacionalizar “já que o site não foi preparado para a publicação das contribuições de campanha”, informou. (Lucas Meloni)