Levantamento feito por este jornal, baseado nos dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), concluiu que existem nas cidades do Alto Tietê 988,2 mil eleitores aptos a votar no pleito do próximo dia 3 de outubro, quando estará aberta a possibilidade de renovação da Assembleia Legislativa, em São Paulo, e da Câmara Federal, em Brasília. São votos suficientes para eleger até cinco deputados estaduais e dez estaduais, o que significaria bancadas extremamente consistentes e capazes de garantir investimentos e fazer a defesa dos interesses dos municípios da Região. Por isso, gostaríamos de sugerir aos nossos leitores que avaliem a possibilidade de darem seus sufrágios a políticos locais.
Fazemos estas nossas considerações porque, em nossa longa trajetória como observadores atentos da cena política regional, que já se expande além do meio século, percebemos que o reparte de recursos e a participação das autoridades nos debates que interessam à população local são proporcionais ao número de representantes que o Alto Tietê possui na Assembleia ou na Câmara. Funciona assim: os anseios da Região recebem maior ou menos atenção dependendo do número que cadeiras que ela tem em São Paulo ou Brasília. É por isso que seria importante uma reflexão do eleitorado nesta hora crucial para a democracia: vale votar em que nunca mais voltará a pôr os pés por aqui, ao menos até a eleição de 2014?
A opção por candidatos do Alto Tietê, evidentemente, só deve ser feita após uma análise criteriosa do currículo do político e do trabalho que ele executou por Mogi das Cruzes e cidades vizinhas quando teve oportunidade. É preciso considerar se o concorrente que agora lhe pede um voto realmente o merece. A vida pregressa daqueles que almejam se transformar em representantes de toda a população de uma Região tão pródiga quanto a nossa não pode ser descartada. Os que não merecem continuar na vida pública, de acordo com a vontade do eleitor, que sejam descartados em 3 de outubro. Eis a oportunidade de ouro que se coloca diante do cidadão: ajudar a influir nos rumos do País.
O elo entre os políticos com domicílio nas cidades do Alto Tietê e os eleitores da Região certamente cria um compromisso do qual os que forem eleitos não poderão fugir e nem renegar. Esta relação pode render bons frutos a partir de 2011, quando os vencedores tomarão posse em seus respectivos parlamentos, principalmente porque Mogi das Cruzes e cidades vizinhas podem contar com as cobranças destemidas de O Diário, um jornal independente e que não costuma fugir dos assuntos que interessam à comunidade. Se hoje estamos recomendando o voto nos candidatos locais é porque iremos cobrá-los e fiscalizá-los se eles conseguirem sair consagrados das urnas no próximo dia 3 de outubro. Não aos forasteiros!