SÃO PAULO
A taxa de desemprego diminuiu para 12,7% em sete das principais regiões metropolitanas do País, segundo pesquisa da Fundação Seade e Dieese. O desemprego estava em 13,2% em maio nessas mesmas regiões e 14,6% em junho de 2009. No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado 2,795 milhões de pessoas, 109 mil a menos que em maio. O rendimento médio real dos ocupados teve alta de 1,1% em maio frente a abril e passou a equivaler R$ 1.259,00. Na comparação com maio de 2009, o rendimento subiu 2,7%.
O nível de ocupação teve alta de 0,8% em junho ante maio, com a criação de 160 mil postos de trabalho. Todos os setores, exceto a indústria, registraram aumento de vagas. No setor de serviços, a ocupação aumentou 1,1%; no comércio, 1,3% e no agregado de outros setores, 0,7%. Na construção civil, houve aumento de 0,5%. Na indústria, houve relativa estabilidade, com variação negativa de 0,2%. Na comparação com junho de 2009, o nível de ocupação teve elevação de 3,9%.
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu para 12,9% em junho. É a menor taxa para meses de junho desde 1991. O desemprego estava em 13,3% em maio e 14,2% em junho de 2009. No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,383 milhão de pessoas, 39 mil a menos do que no mês anterior.
O rendimento médio real dos ocupados aumentou 1,6% em maio ante abril e passou a valer R$ 1.320,00. Na comparação com maio de 2009, o rendimento teve alta de 1,6%.
O nível de ocupação teve elevação de 0,7% em junho em comparação com maio com a criação de 68 mil postos de trabalho. Somente a indústria registrou queda no nível de ocupação, de 1,4%. Já serviços, comércio e outros setores registraram crescimento de, respectivamente, 1,3%, 1,4% e 0,7%. Na comparação com junho de 2009, a ocupação aumentou 3,4%.
O bom desempenho da economia brasileira tem feito com que a taxa de desemprego atinja níveis historicamente baixos para a maioria das regiões metropolitanas, com destaque para as capitais nordestinas. Em junho, a taxa de desemprego de Salvador (BA) foi de 16,7%, a mais baixa para a capital baiana em toda a série histórica, iniciada em 1998.
O Recife (PE) também registrou recorde com a segunda menor taxa de toda a série da pesquisa, com 17,6%. Fortaleza (CE), com uma série mais recente, iniciada em 2009, teve a quinta taxa de desemprego bem mais baixa de sua história, com 10,6%.
Na capital baiana, todos os setores tiveram crescimento do emprego: indústria, com alta de 3,2%, comércio, com 4,6%, serviços, com 3,1%, e construção civil, com 0,9%. No Recife, o destaque foi a construção civil, cujo nível de ocupação cresceu 4,6%. Em Fortaleza, a ocupação teve elevação de 0,8%, puxada principalmente pela indústria, com alta de 6,8%, e comércio, com 3,3%.
"A queda do desemprego em junho é um comportamento esperado para esta época do ano, mas é inegável que em praticamente todas as regiões estamos com algumas das menores taxas da história", disse o economista do Dieese, Sergio Mendonça.