
O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia que o Brasil não está no rol dos países mais sensíveis à desaceleração da economia chinesa, a atual "locomotiva" do crescimento global.
"Em resposta a uma redução de um ponto percentual no crescimento do nível de investimento na China, o efeito estimado sobre o crescimento do Chile é uma redução de dois quintos de um ponto percentual", avalia a equipe de analistas do Fundo, em relatório divulgado hoje.
"Em contraste, grandes exportadores de commodities como a Austrália e o Brasil, com economias mais diversificadas, devem sofrer declínios mais suaves em suas taxas de crescimento", acrescentam os especialistas.
O gigante asiático registrou uma de suas taxas de crescimento mais baixas no segundo trimestre, reforçando a percepção geral de que o país não vai deve repetir as impressionantes taxas de dois dígitos dos últimos anos.
Enquanto economistas avaliam se a transição da economia chinesa deve ser "brusca" ou "suave", o FMI reforçou o grupo daqueles que veem uma "aterrissagem suave", isto é, que o país vai passar a crescer a taxas de um dígito, mas ainda bastante altas.
Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (25), o FMI projetou um crescimento econômico de "aproximadamente" 8% para o gigante asiático neste ano, ligeiramente abaixo de sua previsão anterior.
No cenário avaliado pelo Fundo, países como a Alemanha, Japão e Coreia, que se beneficiaram da expansão da atividade econômica da China como um dos maiores importadores e exportadores mundiais, teriam os piores efeitos em termos de nível de atividade doméstica.
O Brasil estaria numa faixa "intermediária", considerando os países do G20 (grupo das nações industrializadas) que mantém relações comerciais com a China.
O PIB do país sofreria a mesma redução que as economias do Canadá e da Índia, que é muito menor que o estimado para a Alemanha, Japão e Coreia.
Por outro lado, o FMI avalia efeitos bem menos drásticos para as economias da Indonésia, dos EUA e da União Europeia.
Como um dos maiores importadores mundiais, a nova fase da China deve ter impactos significativos sobre a economia de seus maiores parceiros comerciais, como os EUA, a União Europeia e emergentes como o Brasil e a Índia. (Folhapress)
